Cadastrar imóvel imobiliária

Informativo

Mais dois bancos reduzem os juros para a casa própria
Nossa Caixa anuncia corte de 11% para 8,90% ao ano na taxa para financiamento de imóveis de até R$ 500 mil. Já o HSBC reduz, a partir da próxima semana, de 12% para 11% ao ano os juros de unidades entre R$ 150 mil e R$ 500 mil

Fabrício de Castro |
Fonte: Jornal da Tarde

Mais dois bancos anunciaram ontem a redução das taxas de juros dos financiamentos para a compra da casa própria, favorecendo a classe média. A Nossa Caixa baixou de 11% para 8,90% ao ano, mais a taxa referencial (TR), os juros mínimos para imóveis de até R$ 500 mil. Já o HSBC decidiu baixar, a partir da próxima semana, de 12% para 11% ao ano mais a TR os juros de unidades de R$ 150 mil a R$ 500 mil. Na segunda-feira, o Bradesco já havia anunciado a queda dos juros e a ampliação dos prazos para até 30 anos.

O movimento intensifica a disputa entre bancos públicos e privados pelos clientes. Com o lançamento do programa ?Minha Casa, Minha Vida?, do governo federal, vem ocorrendo uma retomada no mercado imobiliário, após um período de retração devido à crise internacional.

Com juros mais baixos, os bancos esperam atrair clientes - principalmente os que buscam imóveis de até R$ 500 mil, financiados com recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além de oferecer condições melhores para esta faixa, a Nossa Caixa baixou de 12,50% para 12% ao ano, mais a TR, os juros cobrados na compra de imóveis de mais de R$ 500 mil (confira ao lado as condições oferecidas pelos bancos).

O diretor de Produtos da Nossa Caixa, Gueitiro Matsuo Genso, diz que, com as novas condições, a expectativa é de que a concessão de crédito imobiliário no banco chegue a R$ 450 milhões em 2009 - 25% a mais que no ano passado.

?A queda dos juros é um processo que já vinha ocorrendo no ano passado, mas foi interrompido com a crise?, afirma o economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). ?Agora a tendência é de retomada da queda das taxas e da expansão dos prazos.?

Oliveira lembra que, ao fechar um contrato, os bancos seguram os clientes por até 30 anos. ?É uma relação de longo prazo, o que é bom para o banco. Além disso, o risco da operação é menor, já que a garantia é o próprio imóvel.?

Outra vantagem é que, ao fechar contratos, os bancos fixam as taxas nos patamares da época. Se a taxa de juros é de 12% ao ano mais a TR, por exemplo, o mutuário pagará esse valor até o fim do contrato. ?É uma garantia de receita para os bancos?, diz Oliveira.

Para o consumidor, a queda dos juros representa a possibilidade de adequar o orçamento às prestações mensais. ?Quem puder esperar vai pagar taxas ainda mais baixas em alguns meses?, afirma o economista Ricardo Torres, professor de Finanças da Brazilian Business School. ?Esse movimento de queda é uma tendência.?

Torres lembra que, pelas regras atuais, 65% dos recursos da caderneta de poupança precisam ser aplicados em operações de financiamento imobiliário, o que força os bancos a emprestar. ?Com a crise, havia nos bancos uma série de operações travadas. Agora, há recursos em abundância.?

 
Veja outras matérias



 
 
 
     
Area do cliente  
Extrato de contas, segunda via de boletos
   
Newsletter  
 
  • 31 3891-4547
  • 31 9 7545-4456
  • 31 9 8568-7166
  • 31 9 8872-7908
  • P.F. 10401
  •   
  •  
  •  
  •  
  •  
    Mundo Mídia "Soluções Criativas"