Cadastrar imóvel imobiliária

Informativo

Incorporadoras comemoram resultados

Performance de vendas supera 2007, com crescimento de 19,6% e lançamentos já comercializados


Denise Menezes - Estado de Minas

Gladyston Rodrigues/AOCUBO FILMES - 23/10/08
O diretor comercial da Construtora Habitare, Alexandre Soares, diz que as vendas de 2008 foram superiores às de 2007

Embora admitam que a crise financeira tenha resvalado nos negócios do setor, com a diminuição da velocidade de vendas no último trimestre, grandes construtores e incorporadores afirmam que em 2008 os negócios superaram o resultado apurado em 2007, ano já considerado por eles excepcional para o mercado imobiliário brasileiro. "Registramos um crescimento de 19,6%, sobre o ano anterior, e teríamos chegado aos 50%, se não fosse a crise, que deixou o brasileiro mais cauteloso para definir uma compra", diz José Francisco Cançado, diretor da Conartes Engenharia.

Segundo ele, a empresa fez, ao longo do ano passado, três lançamentos, com uma excelente performance de vendas.
"Lançamos um empreendimento comercial, que está todo vendido, e dois edifícios residenciais de alto luxo, com preços entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. No primeiro deles, 80% das unidades já foram vendidas e no outro já conseguimos vender cerca de 60% dos apartamentos", garante o diretor da Conartes.

O desempenho de vendas da Construtora Habitare em 2008, diz seu diretor comercial, Alexandre Soares, também foi superior ao volume comercializado pela empresa no ano anterior. Sem ainda ter em mãos os números referentes a dezembro, Alexandre Soares informa que, de janeiro a novembro, a Habitare vendeu 653 unidades, com um valor geral de vendas (VGV) correspondente a R$ 171 milhões. Em igual período de 2007, a construtora vendeu 525 unidades com um VGV de R$ 93 milhões.

"Portanto, tivemos um crescimento de 25% em número de unidades vendidas e 85% de acréscimo de VGV", assinala, ao explicar que a elevação apurada para o VGV é resultado da grande valorização dos imóveis no ano, que girou entre 15% e 20%, e ainda pela alteração no mix de produtos da empresa, que passou a lançar empreendimentos mais sofisticados, de maior valor agregado. Alexandre Soares sustenta que os negócios da construtora só foram afetados pela crise em outubro, fase mais aguda de oscilação das bolsas e do dólar, quando vendeu apenas 31 apartamentos, seis a menos que julho, pior mês de vendas registrado até então.

Na RKM Engenharia, afirma seu diretor-presidente, Ricardo Alfeu, o volume de negócios foi suficiente para que a empresa cumprisse integralmente a meta traçada para 2008, de um aumento de 50% no VGV lançado. De acordo com Ricardo, a empresa lançou em Belo Horizonte dois empreendimentos residenciais no ano passado, edifícios Zaidal e Oásis, que alcançaram, respectivamente, uma taxa de comercialização de 65% e 30%.
Gladyston Rodrigues/AOCUBO FILMES
Rubens Menin destaca bom desempenho da empresa em 2008, atualmente estabelecida em 63 cidades brasileiras

A demanda extremamente aquecida até setembro e a expansão para novos mercados, permitida com a injeção de recursos provenientes da abertura de capital ainda em 2007, levaram a MRV Engenharia, em 2008, a um desempenho três vezes maior que o alcançado no ano anterior. "Investimos um grande volume de recursos, não só vindos da abertura de capital, e, com isso, aumentamos muito a nossa escala e campo de atuação. Fechamos o ano posicionados em 63 cidades brasileiras", diz o presidente da empresa, Rubens Menin.

BONS VENTOS

Menin informa que, de janeiro a setembro de 2008, a MRV lançou no país mais de 18 mil unidades, contra as 6,6 mil unidades lançadas pela empresa nos nove primeiros meses de 2007. Nos três primeiros trimestres do ano passado, os lançamentos da MRV totalizaram cerca de R$ 2 bilhões, valor 190,7% superior ao registrado no mesmo período de 2007.

Na Direcional Engenharia, os nove primeiros meses de 2008 foram excepcionais na comparação com o desempenho apresentado pela empresa em igual período do ano anterior. Conforme seu diretor comercial, Ricardo Ribeiro, de janeiro a setembro, a construtora registrou um aumento de 580% no total de VGV lançado e de 300% no volume de unidades vendidas.

Ricardo Ribeiro afirma, mesmo sem revelar os números, que apenas poderão ser divulgados no balanço da empresa referente ao período, que no último trimestre do ano os efeitos da crise levaram a uma desaceleração do ritmo de vendas. "Com a retração do crédito, houve uma diminuição de demanda. O consumidor está mais cauteloso para fechar o negócio. Mas, ainda assim, registramos um crescimento sobre o último trimestre de 2007", assegura o diretor comercial.

 
Veja outras matérias



 
 
 
     
Area do cliente  
Extrato de contas, segunda via de boletos
   
Newsletter  
 
  • 31 3891-4547
  • 31 9 7545-4456
  • 31 9 8568-7166
  • 31 9 8872-7908
  • P.F. 10401
  •   
  •  
  •  
  •  
  •  
    Mundo Mídia "Soluções Criativas"