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A difícil arte da convivência
De latido de cachorro à cor da fachada, conflitos são freqüentes dentro de condomínios

Luciele Velluto |
Fonte: Jornal da Tarde

Falta de pagamento, barulho, porta do carro riscada, cachorro que late, vazamento. Os condomínios têm uma série de assuntos que geram conflitos entre seus moradores, e, entre os temas, esses são alguns dos mais recorrentes no dia-a-dia de muitos imóveis paulistas.

Um dos pontos que geram mais problemas para os moradores e dor-de-cabeça para quem administra o condomínio é a inadimplência. Neste ano, mais de 12.400 ações foram propostas no Tribunal de Justiça de São Paulo para cobrar os condôminos que não estão em dia com a cota mensal de gastos.

Segundo a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo, o número de ações de cobrança deste ano deve ficar 15% abaixo de 2007. ?Percebemos uma melhora financeira dos condôminos, que estão buscando ficar em dia com as cotas?, explica José Roberto Graiche, presidente da entidade.

Para a gerente da divisão de atendimento ao cliente da Lello Condomínios, Márcia Romão, o desequilíbrio financeiro está entre os principais problemas dos condomínios. ?A falta de pagamento, que gera uma quebra de caixa, é um dos assuntos que mais atormenta o síndico. As planilhas anuais de gastos são sempre estressantes?, diz.

No condomínio dos edifícios Holbein e Grunewald, no bairro do Real Parque, o síndico Wilson Roberto Gonçalves tenta resolver os problemas de falta de pagamento de alguns moradores há 13 anos, desde que assumiu o cargo. ?Temos 96 unidades e alguns inadimplentes. Tentamos de todos os modos negociar amigavelmente para resolver isso, mas não teve acordo. Tivemos de ir para a Justiça, o que demora. Em janeiro vamos colocar em assembléia a opção de protestar o nome dos devedores, como a lei agora permite?, conta.

Além desse tema, os profissionais do ramo de administração de condomínios indicam outros quatro como os mais polêmicos: problemas com encanamento, garagem, barulho e animais de estimação. ?O que as pessoas precisam entender é que o seu direito termina na metade da laje e da parede, onde começa a do outro morador?, explica Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).

Para Márcia, a importância da convenção condominial e do regulamento interno é importância para resolver e evitar mais divergências. ?Esse documento ajuda o sindicato a evitar conflitos, pois ele poderá usar da advertência ou da multa para coibir ações indevidas de seus moradores?, afirma.

Fora esse documento, que é construído e modificado pelos moradores, o Código Civil é outro instrumento de trabalho do sindicato, pois há um capítulo dedicado a moradia coletiva.

 
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