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A difícil arte de conviver nos condomínios
Cachorro, carro e crianças são os clássicos das reclamações dos moradores. A convenção e o regulamento devem ter regras claras

Fonte: O Globo

Cachorro, crianças e carros estão entre os problemas clássicos e freqüentes dos condomínios. No dia-a-dia, não faltam conflitos entre moradores e síndicos por conta dos três Cs. A reclamação de cães lidera a lista com 30% das queixas, de acordo com levantamento realizado pela Lello. Na seqüência estão os desentendimentos sobre as vagas nas garagens com 25%. Lucia Mendes da Silva, síndica do Vivendas, na Tijuca, está lidando com os dois dilemas neste momento. Alguns moradores estão se queixando da cadela da vizinha. Dizem que basta a moradora sair de casa para trabalhar, que a cadela fica enlouquecida. Já a proprietária do animal garante que se trata de uma raça quieta e alega que as pessoas é que são muito maldosas. Lucia relembra que esta não é a primeira vez que os animais tornam-se a causa de desavenças no prédio.

"Há cerca de dois anos uma família teve que dar um filhote de vira-lata que gania durante todas as noites. Os moradores próximos ao apartamento reclamavam. Sei que as crianças que ganharam o animal ficaram arrasadas, mas ele não passava uma madrugada quieto", relata a síndica.

Ela também relembra que uma cocker avançou e rasgou a calça de uma outra moradora que estava no elevador provocando a maior confusão.

"Apesar de não ter se machucado, a moradora que teve a calça rasgada exigia que a vizinha colocasse focinheira no animal. A outra dizia que que o cão era manso, que não colocaria o acessório. Dizia que um cocker era muito diferente de um pitbull. Então, ficou decidido que a cadela só poderia entrar no elevador quando estivesse livre", relata a síndica.

Também sobram bate-boca na hora de estacionar ou sair com o carro, pois o condomínio não dispõe de vagas suficientes. Ou seja, não há vagas certas. Cada morador que vai chegando vai estacionando o carro um atrás do outro, mas é necessário deixar as chaves com o manobrista, o que nem sempre acontece, provocando o maior tumulto.

"Aqueles quem têm carros novos não deixam as chaves com o manobrista e também não acordam no primeiro horário para abrir caminho para os outros. A briga começa logo cedo."

Leonardo Schneider, vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, diz que os três clássicos Cs já passaram para cinco ao se contabilizar os problemas com os canos devido ao desgate das tubulações de condomínios mais antigos e as cotas extras, especialmente nos finais de ano, quando surgem rateios para pagar as gratificações dos carteiros, entregadores de jornal e para os próprios funcionários do imóvel.

Para driblar todos os conflitos em torno dos cinco Cs, ele recomenda que os moradores e os síndicos tenham clareza dos conteúdos da convenção e do regulamento dos condomínios, pois nos documentos, em geral, estão todos os direitos, deveres e regras que devem ser cumpridas pelos condôminos como o horário liberado para as crianças usarem as piscinas e o playground. Quanto aos cachorros, item que gera o maior número de conflitos, ele diz que as convenções, em geral, permitem cães de pequeno e médio porte nos condomínios, sendo que os animais devem circular somente com coleiras para ir e voltar da rua. Caso haja descumprimento das regras, Schneider aponta que a conversa e a orientação são os melhores caminhos para alcançar o consenso. E se mesmo assim houver desrespeito, ele sugere uma punição gradual como a aplicação de advertências para só depois ser registrar uma multa. Para Schneider, com condomínios cada vez maiores e a criação de novos serviços, como academias, churrasqueiras etc, os cinco Cs deverão ganhar novos companheiros.

 
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