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Vida longa ao acrílico

A inspiração para a série de luminárias surgiu em 2000, por ocasião do racionamento de energia elétrica. Confrontado com a necessidade de conviver com as chamadas lâmpadas “frias” – fluorescentes compactas, de menor consumo energético –, ao designer José Marton não restou outra saída a não ser colocar sua criatividade mais uma vez à prova. “Era preciso imaginar um novo bulbo. Translúcido e plasticamente mais interessante”, conta.  

Nascia, assim, a Entrelinhas. Inicialmente apenas uma linha de lustres e luminárias de acrílico, hoje foi transformada em uma coleção que inclui de móveis a bandejas. “Nenhum outro material possibilitaria tamanha versatilidade”, acredita Marton, do estúdio Marton + Marton, premiado em 2006 por dois dos objetos da série, com o iF Awards, prestigiosa distinção da feira industrial de Hannover, na Alemanha.  

“O trabalho desenvolvido na coleção é diferente de tudo o que já havia sido feito até então”, afirma João Orlando Vian, consultor executivo do Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico (INDAC), que, em parceria com a Craft Design, acaba de realizar em São Paulo a primeira edição do Salão do Acrílico, no Centro Fecomércio de Eventos, na Bela Vista, e reuniu toda a cadeia produtiva do material – dos fabricantes aos designers, passando pelos processadores. 

Como principal objetivo, apresentar ao público as vantagens próprias – e comparativas – de uso do material, que ressurge como uma alternativa eficiente ao uso de outras matérias-primas no design e na decoração de interiores. Com condições de brilho diferenciadas, por exemplo, pode substituir o vidro como superfície refletora ou difusora de luz. Termomoldável, pode ganhar diversas formas, ao contrário da maioria dos plásticos, que é formatada por injeção.  

“Nas nossas luminárias, procuramos explorar o aspecto da luminosidade própria do acrílico. Sua riqueza cromática fica ainda mais realçada quando atravessada pela luz”, afirma Luciana Martins, da OVO, que, em parceria com Gerson de Oliveira, há anos revisita o material em suas criações: de estantes a luminárias. “Trata-se da matéria prima que melhor aproveita a luz incidente”, diz ela. 

A riqueza de cores do acrílico também não passou despercebida para José Marton, acostumado a transitar entre arte, moda e design. Em Entrelinhas, ele explora as diversas nuances a partir de uma técnica por ele patenteada que bem sintetiza seu trabalho: com listras que nunca se repetem, suas superfícies remetem não só à estamparia têxtil, mas também ao objeto artístico. 

CORTE A LASER - A facilidade de moldagem do material, turbinada atualmente pelo corte a laser, é outra característica vista com bons olhos pelos profissionais, que hoje podem imprimir às suas criações detalhes de estilo até há pouco tempo impensáveis. Caso da linha Ligero, de mesas e espelhos, best-seller do estúdio Nada se Leva, de André Bastos e Guilherme Ribeiro. 

“A coleção mescla o rebuscamento do barroco ao minimalismo high-tech, sugerido pelas chapas de acrílico”, diz Guilherme, que, em vista do sucesso alcançado pela série, optou por investir em técnicas de corte em duas novas coleções: a Fetiche, de mesas com apelo suntuoso e sexy, e a Arab, de mesas e bancos de apoio, com desenho baseado nos muxarabis (treliças) árabes.

Móveis de perfil sofisticado, que nada deixam a dever a seus similares em vidro ou madeira, por fora e por dentro. “A versão transparente não amarela nem risca como antigamente. Com um simples polimento, qualquer superfície fica nova”, diz o designer, que antevê vida longa para o acrílico. “Como se não bastasse, ele ainda é reciclável o que o coloca na linha de frente dos materiais do futuro.”

 
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